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Mãe Divina

14 de out. de 2025
3 min de leitura

A divindade além da religião.


Mãe...


A Mãe que temos e a mãe divina são, de fato uma só?


A dualidade nos prega peças... sonhamos acordadas com mães divinas. Exigimos a sabedoria e a benevolência divina que, humanamente, é difícil de se alcançar.


Talvez alguém aqui tenha a mãe perfeita, sempre presente, sempre disposta e com tempo pra te ouvir, te dar um colo, um beijo de boa noite ou um abraço apertado junto com um sussurro: "vai dar tudo certo".

Ou talvez você tenha aquela que nada está bom, em que tudo o que você faz, ela acha defeito, fazendo você se sentir insuficiente...

Ou talvez aquela que te dê bronca por escolher um caminho diferente do dela...

Ou talvez você nem tenha conhecido a sua mãe e pense: "pelo menos você tem uma"...


São tantas as hipóteses... mas uma coisa é certa: todos nós, homens e mulheres nascemos de uma mulher: uma mãe.


Quero te lembra que a sua mãe também é humana... ela também está aqui na dualidade vivenciando as suas experiências humanas, evoluindo: errando, acertando, aprendendo. Esse é o ciclo natural da vida humana: a experiência.

Não se apegue tanto às experiências ruins do passado, certamente a sua mãe fez o melhor que pôde ou o que achava certo de se fazer...

Mesmo que ela não tenha feito, a experiência é dela, o processo é dela, o karma é dela... Abrace-a mentalmente... ela também já foi uma criança... e é muito provável que ela tenha te dado mais do que ela recebeu.


Quanto à mãe divina... adotamos várias pessoas no nosso cotidiano que fazem papéis de mães... amigas, vizinhas, avós, colegas... são tantas mulheres que conhecemos e compartilhamos experiências, que muitas delas acabam representando esse papel...

É a mãe divina que se manifesta, preenchendo lacunas escuras com a sua luz.

Agora faça uma pausa e apenas agradeça.


Homenagem à mãe divina:

Se a minha mãe fosse um chá… ela seria a erva doce.

Se a minha mãe fosse um cristal… ela seria o quartzo rosa.

Se a minha mãe fosse um grão de areia… ela seria a pérola rosa das ostras de água doce.

Se a minha mãe fosse uma cor, seria o branco iridescente.

Se fosse uma consistência, seria a lava de vulcão, que não queima, mas que aquece na medida certa, nem sólida, nem líquida, na densidade que molda, que destrói e remodela, a densidade que dá vida e que transforma… ali eu me sinto segura e me fortaleço… e quando me sinto apertada, me despeço e despedaço as contenções… assim renasço do outro lado… para mais um ciclo de lava.


"Eu sou aquela lava latente dentro de você, que escorre através de suas veias, que é bombeada pelo teu coração. Eu sou a lava que te alimenta, que te sustenta, que te põe de pé e que te derruba no chão - sempre que precisar.

Eu sou aquela que acolhe e que ensina, depois te solto pra ver se você aprendeu: Vai ter que repetir o aprendizado? Sim? Não? Só você pode responder…

Eu sou a lava que respeita os teus ciclos. Aquela que não interfere mesmo sentindo o teu sangrar. Teu caminho é único, assim como de cada um na sua volta. Todos estão conectados à mim. Eu sou a lava do vulcão que você insistiu em encher de pedras com medo da erupção… eu sou a lava latente querendo sair… eu não preciso explodir… apenas fluir.

Flua-me através de você…"

Mãe terra.


Mensagem canalizada em 02/10/2015 SFS 11:07am

Com Carinho,

Michele



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